sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Pastores Assassinados

As autoridades colombianas atribuíram às Farc o assassinato de dois pastores evangélicos, identificados como Jael Cruz García, de 27 anos, e Humberto Méndez Montoya,de 63, na aldeia de La Legiosa, a sudoeste do país. Foram surpreendidos por homens armados durante uma pregação a céu aberto e levados às 8 horas da noite. No dia seguinte apareceram os respectivos cadáveres. Os missionários Jael Cruz García e José Humberto Méndez foram assassinados com tiros de misericórdia próximo a El Dorado, a uma hora de Colômbia (Huila), zona de influência desta guerrilha.
Méndez, de 63 anos, criou a Missão Príncipe da Paz há dez anos e percorria as igrejas pregando o Evangelho. Um ano atrás foi em missão para a Colômbia, planejando regressar após três meses para Ibagué, a fim de continuar seu trabalho com encarcerados da prisão de Picaleña.
De acordo com o comandante da Polícia, desconhecem-se as razões do assassinato, se bem que existam indícios de que os pastores haviam sido acusados pelas Farc de auxiliar grupos paramilitares nessa região colombiana. Segundo testemunhas do duplo assassinato, homens fortemente armados chegaram na aldeia em que os dois viviam e, após serem obrigados a sair de suas moradias, dispararam neles a sangue-frio. Segundo afirmam os familiares, nunca haviam sido ameaçados e nem acusados de colaborar com grupos armados ilegais. O crime, atribuído às Farc pelas autoridades colombianas, ocorreu no mesmo dia em que milhões de colombianos se mobilizaram em protesto contra esta guerrilha.

FUNERAIS E MEDO
Vários pastores de igrejas evangélicas foram incumbidos de dirigir os atos fúnebres religiosos em meio ao pranto dos quem assistiam. Os sepultamentos mostraram um ambiente inquietante de dúvida entre os presentes, já que somente se conheceram os fatos através dos meios de comunicação, aliado à preocupação quanto a lentidão nas investigações que apurariam os motivos dos crimes e dos possíveis implicados.
Em conseqüência do assassinato dos dois pastores, as igrejas evangélicas no sul do país estão preocupadas. A morte deles colocou em evidência a fragilidade a que são expostos aqueles que percorrem as zonas rurais de Huila e Caquetá para difundir suas crenças.
"Aquele que pregar na zona de influência das Farc se converterá em um alvo militar",
declarou um porta-voz das igrejas protestantes que, ao ser consultado, solicitou anonimato
por motivos de segurança. "O que incomoda a guerrilha são as pessoas circulando, as reuniões e todo movimento que saia do seu controle. Por isso a ameaça é permanente", disse o religioso.

UM ANO DE CALMARIA TENSA
Não é a primeira vez que esta guerrilha proíbe a prática do "proselitismo religioso" no sul do país. Desta maneira, os crimes da semana passada representam uma nova investida contra as igrejas protestantes, como em 1999 e 2000. Neste período a guerrilha assassinou dois pastores. Muitas obras ficaram sem dirigentes, pois, tal qual seus rebanhos, tiveram que fugir. Além do mais, não permitiam celebrar cultos. Ainda que as ameaças tenham cessado há mais de um ano, e o trabalho de evangelização foi sendo normalizado, havia regiões, como o Baixo Caguán, onde não se podem difundir ensinamentos religiosos, sob pena de cair vítima das balas das Farc.

NÃO FORAM OS PRIMEIROS QUE CAÍRAM
No final dos anos 90, as igrejas evangélicas também viveram uma época de aflição.
Neste período, no sul do país, só da Igreja Pentecostal Unida da Colômbia foram assassinados dois pastores. Segundo as autoridades, eles se negaram a cumprir uma ordem vinda das Farc, segundo a qual não lhes era permitido pregar em suas zonas de influência.
Primeiro foi Diego Molina, assassinado em 1999 na região La Lindosa de Palermo (Huila); um ano depois, foi fulminado a balas o pastor Carlos Zamboni em Santana Ramos (Caquetá), na jurisdição de Puerto Rico. Para estes crimes, até hoje não encontraram os responsáveis.

Fonte: www.protestantedigital.com (tradução: Joel Inglada; revisão: Lourdes Araújo)
julho/2007

Nota Pastoral
A perseguição aos cristãos corre solta no mundo. Temos pelo menos duas formas de perseguição: a direta, como esta do artigo acima. Este tipo é evidente no ambiente de orientação comunista, mas também ocorre no mundo islâmico. O outro, é de natureza cultural. São ataques orquestrados e sofisticados à cultura cristã. E este também já tem orientação global. O caso mais recente está no fechamento do blog de Júlio Severo, pelo Google. Ele é escritor cristão com a missão de contrapor-se ao abortamento e lobby homossexual (www.juliosevero.com.br, acesse para conhecer).
Nossa responsabilidade como igreja cristã é: orar em favor dos perseguidos e denunciar, publicando no boletim, e-mails etc.
A presbítera Isis Valéria está iniciando um ministério específico sobre esta violência mundial.

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